TODOS TEMIAM A MALVADA NOIVA DO MILIONÁRIO… MAS QUANDO A NOVA EMPREGADA CHEGOU TUDO MUDOU
Ela controlava aquela mansão através do medo. Todos os funcionários sussurravam o seu nome com medo. Ninguém ousava desafiá-la. Mas quando a nova criada chegou, algo estava diferente e Juliana não fazia ideia de que acabara de conhecer a única pessoa capaz de destruir o seu reino de maldade. A mansão dos Monteiros erguia-se como um imponente palácio no bairro mais nobre da cidade.
Portões dourados, jardins impecáveis e uma arquitetura que gritava riqueza a quilómetros de distância. Mas por detrás daquela fachada perfeita, algo sinistro acontecia todos os dias. Clara Silva ajeitou a peruca pela décima vez nessa manhã, enquanto caminhava pela alameda que conduzia à entrada principal. O tecido sintético coçava um pouco, mas ela já estava habituada, tinha que estar.
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Mute
Usar peruca fazia parte da sua vida desde que perdeu todos os cabelos num acidente quando era pequena. Nunca mais cresceram. Ela respirou fundo e tocou no campainha. Estava nervosa, mas não pelo que os outros pensavam. A Clara não era apenas mais uma empregada doméstica desesperada por trabalho. Ela era investigadora privada e tinha sido contratada pela família Monteiro para descobrir porque é que Valentim, o herdeiro milionário, tinha-se afastado completamente de todos depois que começou a namorar com Juliana.
A porta se abriu e uma mulher de meia- apareceu. Tinha os olhos cansados e um sorriso que não lhe chegava ao rosto. “Você deve ser a Clara. Eu sou a Maria, a governanta principal.” A voz dela saiu como um sussurro nervoso. Entre, por favor. Clara seguiu Maria pelos corredores luxuosos da mansão. Tudo era perfeito demais.
Quadros caros, móveis que custavam mais do que um automóvel, pisos de mármore tão polidos que refletiam como espelhos. Mas havia algo no ar, uma tensão que pesava nos ombros de todos os que ali trabalhavam. Maria Clara disse baixinho enquanto caminhavam. Posso perguntar uma coisa? Por que razão parece tão nervosa? A Maria parou de caminhar e olhou em redor como se alguém pudesse estar a escutar.
Aproximou-se de Clara e sussurrou: “Ela pode aparecer a qualquer momento e quando aparece a Maria abanou a cabeça. Vai entender logo. Antes que Clara pudesse perguntar quem era ela, o som de saltos altos ecoou pelo corredor. A Maria congelou completamente. O rosto dela ficou pálido e as suas mãos começaram a tremer. Ela está a chegar.
Maria sussurrou desesperadamente. Não olhe diretamente nos olhos dela. Basta aceitar tudo o que ela disser, por favor. Clara não compreendeu o pânico na voz de Maria até ver a mulher que se aproximava. Juliana Ferreira era deslumbrante de uma forma que chamava a atenção imediata. Cabelos loiros perfeitamente arranjados, roupas de marca, maquilhagem impecável.
Juliana caminhou à volta de Clara, como se estivesse a avaliar um objeto que estava a pensar em comprar. Os seus olhos analisavam cada detalhe, desde os sapatos simples até à peruca que Clara usava. Interessante, Juliana, murmurou parando mesmo em frente de Clara. Você tem algo diferente das outras que passaram por aqui.
Não consigo identificar o que ainda é, mas vou descobrir. A forma como ela disse que fez clara sentir como se estivesse a ser coagida. Havia uma promessa sinistra naquelas palavras. Juliana, a Maria tentou intervir com voz trémula. Eu ia mostrar à Clara onde ela vai trabalhar e eu não estava a falar consigo, Maria. O tom de A Juliana mudou completamente.
Ficou gelado, cortante como uma lâmina. Aliás, aproveitando que estamos aqui, fizeste a asneira de se esquecer de trocar as flores da sala principal ontem, novamente. O rosto de Maria ficou vermelho de vergonha. Juliana, juro que troquei. Estavam frescas ontem de manhã. Estavam murchas quando cheguei a casa.
Murchas e feias, iguais às suas incompetência. Juliana aproximou-se de Maria até ficar a centímetros do rosto dela. És uma empregada inútil que só serve para me desiludir. Se não fosse pela bondade do meu noivo, já estaria na rua há muito tempo. Clara assistiu horrorizada enquanto Maria começou a chorar em silêncio. A governanta baixou a cabeça e sussurrou: “Peço desculpa, Juliana, não vai acontecer outra vez.
” “Claro que não vai, porque vai comprar flores novas agora com o seu próprio dinheiro e vai ficar sem almoço hoje para aprender a não me desiludir”. Juliana virou-se para Clara com um sorriso que não chegava aos olhos. E tu, Clara, estás a ver como as coisas funcionam aqui? Espero que seja mais competente do que aquela. Nesse momento, a porta da frente abriu-se e um homem entrou.
Quando Clara desligou o telefone, não sabia que Juliana estava na janela do andar de cima, observando cada movimento dela com um sorriso cruel nos lábios. E nessa noite, Juliana fez uma chamada para alguém. Encontrei a fraqueza dela. Disse com voz satisfeita. Isto vai ser mais divertido do que eu pensava. A Clara acordou antes do amanhecer com uma sensação estranha.
Ouviam-se ruídos vindos de algum lugar da mansão, como se alguém estivesse conversando baixinho. Como investigadora, sabia que os momentos mais reveladores aconteciam quando as as pessoas pensavam que ninguém estava observando. Saiu do quarto de empregada em silêncio e seguiu o som das vozes. Chegou à cozinha e parou antes da porta, escondendo-se atrás da parede do corredor.
Era Juliana a falar ao telefone e o tom de voz era completamente diferente do que Clara tinha visto até então. “Não se preocupe, está tudo a correr conforme o planeado.” Juliana sussurrava no telefone. Ele está cada vez mais isolado da família. Ontem mesmo recusou o convite para o aniversário do primo. Clara sentiu o coração acelerar.
